domingo, 6 de novembro de 2016
Rosa para meninas e azul para meninos? Meninos de um lado da quadra jogando futebol e meninas do outro lado jogando volêi? Porque? Quem inventou isso? Me mande o whatsapp dessa pessoa pelo amor de Deus! (seja lá qual Deus você adotar como o seu)
Um grande ponto que Paulo Freire nos traz é a problematização, algo que, MUITAS VEZES (se não sempre) é deixado de lado pelo nosso atual sistema educacional. A problematização nada mais é que questionar e entender o porque das coisas e não simplesmente adotar aquilo que nos é passado como verdade absoluta sem ao menos parar para pensar no que nos foi falado. A problematização vem para acordar a capacidade crítica do educando, tornando tanto o educador como o educando em investigadores críticos, questionando os significados que são atribuídos ao seu mundo.
Será que rosa é a cor das meninas e azul a cor dos meninos? E se todo mundo fosse cego e não enxergasse as cores? Minha camiseta teria que ter um sinal em braile de meninos e as camisetas de meninas outro sinal?
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ResponderExcluirEntramos neste assunto ontem sobre a problematização de gêneros e achei muito interessante trabalharem com este assunto. Quebrar alguns preconceitos, machismos e paradigmas das escolas como: menina não pode jogar com menino se não ela pode se machucar.
DA ONDE TIRARAM ISSO? Tem menino que tem metade do meu tamanho e pode jogar com os outros e eu, por ser menina, não?
Acho que esse assunto sempre existirá, mas é sempre bom discutir sobre ele para acabar com esses discursinhos.
Gostei muito da ideia da cegueira! haha. Realmente, com esse exemplo fica claro como que essa distinção não faz sentido. Mas não precisa chegar ao ponto da cegueira. Muitas vezes eu penso como seria a reação de um índio (de alguém completamente fora da nossa cultura) ao perguntarem-lhe qual cor é de homem e qual é de mulherzinha. Não sei nem se a pergunta faria sentido para uma pessoa que não cresceu e vive nesse nosso contexto.
ResponderExcluirClaro que as questões de gênero vão muito além das cores, mas esse do post é um bom exemplo. E há meninas de azul na foto. Imagino que isso tenha incitado comentários das crianças ali presentes.
Muito boa a postagem, acredito que como professores de educação física não podemos limitar nossas alunas e alunos a pensar dessa maneira, e o melhor, quando esse problema surgir, saber lidar de modo a fazer eles questionarem de onde vem essa ideia de separação e como isso é construído, também colocar em prática nossos saberes para que cada vez menos a gente veja esse tipo de comportamento.
ResponderExcluirA questão de gênero ainda é um tabu e tem forte movimentação política e conservadora contra, de frente a isso acho que não devemos nos calar e sempre que esse assunto vier a tona, utilizar como palavra-chave "RESPEITO", isso que devemos semear para que o nosso país deixe de ser tão perigoso para as mulheres e a comunidade LGBTT.
E para dar um entendimento melhor, segue um link de uma entrevista que eu vi muito interessante sobre o assunto:
http://www.cartaeducacao.com.br/entrevistas/tirar-a-palavra-genero-nao-vai-suprimir-o-assunto-na-escola/
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ResponderExcluirAcredito que a escola tem um papel importantíssimo dentro do debate sobre gêneros, problematizando com os alunos o porque de certas coisas serem do jeito que são e não de outro, o porque de meninos e meninas sempre serem separados em esportes, em brinquedos, roupas...
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ResponderExcluirMuito interessante esse texto e como problematizaram o tema de gêneros.
Esses questionamento estão muito relacionados com a cultura em que estamos inseridos e é a cultura que norteará nossos comportamentos, valores e como somos. Por isso, contextualizar e questionar a cultura que foi imposta a nós é uma maneira de conseguirmos derrubar diversos tabus e compreender como eles foram criados, problematizando e transformando a nós e a sociedade.