Faces do Ensino Médio
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
É do Brasil!!!!
Agora ela é idolatrada, mas e antes de sua medalha de ouro, como será que ela era vista pela sociedade? Qual era a sua realidade? Quantos tombos tomou para chegar até o topo? Quantas Rafaela Silva teremos no Brasil? Será mesmo o esporte a grande salvação de uma série de brasileiros que se encontram em situação de vulnerabilidade social? Como nós professores de EF, poderíamos abordar tal tema em nossas aulas?
Uma série de perguntas que vale uma boa reflexão. Pensa ai!!!! =D
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Após realizar uma atividade de Ampliação, o próximo passo
foi realizar uma atividade de Aprofundamento. Certamente a escola é lugar de
aprofundar-se, conhecer com mais profundidade questões e reflexões sobre os
vários saberes possíveis.
No caso de uma luta pouco conhecida e praticada, como o
Judô, não seria a própria experiência
prática uma atividade de aprofundamento também?
Buscamos centrar em
dois pontos: 1) a faixa e suas graduações e 2) no aspecto espiritual e de
concentração.
Para quem participou, ao vivenciar a mini aula de Judô na última aula, que aspectos mais lhe chamaram atenção e o que você considera que aprendeu?
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Conhecimento como um mar a ser explorado
Em nossa postagem anterior trouxemos a tematização do judô. Agora
gostaríamos de ampliar o conhecimento que temos sobre esta modalidade e
entender quais são as possibilidades que esta pratica corporal nos oferece. Para
contextualizar essa ampliação vou trazer algo da cultura japonesa.
Fune wo amu é um anime da temporada
de outono de 2016 (primavera no hemisfério sul) que tem um enredo um pouco diferente,
se tratando da história da criação de um dicionário Daitokai ou "A Grande Passagem"
que pretende ser um dicionário do agora. O que? Dicionário? Calma acho que
ainda não fiquei louco, vamos lá. O que um dicionário é afinal? Uma coletânea
de palavras que são utilizadas para significar outras palavras, trazendo para o
leigo contextos familiares com os quais ele pode se identificar e traduzir os
símbolos apresentados.
De maneira similar se enquadra o papel do professor, como
mediador entre dois contextos diferentes, que traça relações entre conteúdos junto
a seus alunos para construir conhecimentos, agindo como um dicionário vivo de
experiências.
Aproximação do conteúdo é sempre importante quando se trata do ensino,
ao mesmo tempo que o estranhamento é fundamental para que possamos olhar de
forma critica os símbolos que estamos sujeitos e muitas vezes nos passam
despercebidos como educadores, ver o novo e o velho juntos de forma
questionadora propicia entendermos estas culturas.
Uma ampliação do tema do judô seria propiciar para os alunos uma
experimentação da prática da modalidade, fora do que temos através dos meios midiático,
que acaba sendo somente competitivo, e vivenciar como em um dojô todos os seus
elementos e cerimônias, o cumprimento, os valores e respeitos que tanto cercam
o tradicionalismo da modalidade.
Temos muito pontos que podem ser ampliados em nosso tema, quais
possibilidades você acha que poderiam ser abordadas?
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Tematizando o judô
É comum observarmos aulas de Educação Física em que a ênfase dos
conteúdos é a aptidão física e os gestos técnicos característicos das
modalidades trabalhadas (essas, tradicionalmente, correspondem a um mesmo grupo
social, étnico e similar contexto histórico). A abordagem cultural da EF vai na
contramão dessas correntes tradicionais, na busca de abordar diferentes
leituras acerca das práticas corporais, compreendendo que a realidade vigente é
uma construção, representando apenas uma possibilidade e não a verdade
absoluta. Nesse contexto, o meio pelo qual se desperta algumas das infinitas
possibilidades de prática social acerca de uma manifestação, chama-se
tematização.
Assim, buscamos aplicar essa abordagem com graduandos em educação
física e, para isso, escolhemos especificamente o judô.
O primeiro passo foi mapear o conhecimento dessas pessoas sobre a
prática. Depois de aplicado um questionário, levantamos os seguintes dados:
- Não há nenhum praticante da modalidade dentre os 31
entrevistados, mas a grande maioria conhece alguém que pratica;
- Para a maioria das pessoas do grupo o judô possui pouco espaço
na mídia, sendo veiculado somente em grandes eventos;
- Em geral, não conhecem as origens do judô;
- Quando perguntados sobre as simbologias presentes, as respostas
foram bem diversificadas e estão representadas no gráfico a seguir:
Podemos observar que a questão das faixas
(somada com "graduações" e "classificações") apareceu de
modo recorrente nos registros.
Decidimos então direcionar a tematização a
esses aspectos. Para isso, levamos um documento da Confederação Brasileira de
Judô que tem como objetivo padronizar os sistemas de graduação:
![]() |
| Alguns trechos do documento "Regulamento para exame e outorga de faixas e graus" da CBJ |
Depois do contato inicial com o documento,
colocaríamos algumas perguntas, tais como:
Como você imagina serem as práticas de judô? Como funciona a organização do treinamento e competições na modalidade? Com
base em que critérios são agrupados os praticantes?
domingo, 6 de novembro de 2016
Rosa para meninas e azul para meninos? Meninos de um lado da quadra jogando futebol e meninas do outro lado jogando volêi? Porque? Quem inventou isso? Me mande o whatsapp dessa pessoa pelo amor de Deus! (seja lá qual Deus você adotar como o seu)
Um grande ponto que Paulo Freire nos traz é a problematização, algo que, MUITAS VEZES (se não sempre) é deixado de lado pelo nosso atual sistema educacional. A problematização nada mais é que questionar e entender o porque das coisas e não simplesmente adotar aquilo que nos é passado como verdade absoluta sem ao menos parar para pensar no que nos foi falado. A problematização vem para acordar a capacidade crítica do educando, tornando tanto o educador como o educando em investigadores críticos, questionando os significados que são atribuídos ao seu mundo.
Será que rosa é a cor das meninas e azul a cor dos meninos? E se todo mundo fosse cego e não enxergasse as cores? Minha camiseta teria que ter um sinal em braile de meninos e as camisetas de meninas outro sinal?
terça-feira, 25 de outubro de 2016
Identidades Culturais
Foto: Crianças tendo aula de Tênis em escola na periferia
Será que para o professor de Educação Física e para os alunos das escolas, é aproveitoso levar modalidades que não estão inseridos na realidade cultural vivida pelos mesmos?
Qual a sua opinião a respeito?
quarta-feira, 12 de outubro de 2016
Educação Física na área de Linguagem
Em
um dos documentos mais recentes da Educação brasileira, a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), a Educação Física localiza-se na área de Códigos e Linguagens.
Essa qualificação, embora muito celebrada por alguns grupos, encontra tensões
na sua epistemologia, prática e metodologia.
O que
seria então Linguagem? Uma prática política e cultural de negociação de
significados. O termo negociação nos leva
a crer que os sentidos das coisas não são permanentes e inalteráveis. Pelo
contrário, são constantemente repensados por diferentes grupos sociais, embora
alguns sejam mais arbitrários que outros. É graças a um sistema de representações que
nós conseguimos dá sentido as coisas que vemos, interpretando os códigos.
E por que a linguagem afetaria a EF? Porque se assumimos que a disciplina está nesta área de conhecimento, devem ser essas as nossas preocupações. Ao olhar certo gestos esportivos o que estará em jogo não é só a eficiência do gesto enquanto técnica , isto é, seu código cinéticos. Além dele, os códigos biológicos, sociais e culturais devem também atravessar as práticas corporais.
Nesta imagem, por exemplo, que códigos vocês identificariam?
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