Em
um dos documentos mais recentes da Educação brasileira, a Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), a Educação Física localiza-se na área de Códigos e Linguagens.
Essa qualificação, embora muito celebrada por alguns grupos, encontra tensões
na sua epistemologia, prática e metodologia.
O que
seria então Linguagem? Uma prática política e cultural de negociação de
significados. O termo negociação nos leva
a crer que os sentidos das coisas não são permanentes e inalteráveis. Pelo
contrário, são constantemente repensados por diferentes grupos sociais, embora
alguns sejam mais arbitrários que outros. É graças a um sistema de representações que
nós conseguimos dá sentido as coisas que vemos, interpretando os códigos.
E por que a linguagem afetaria a EF? Porque se assumimos que a disciplina está nesta área de conhecimento, devem ser essas as nossas preocupações. Ao olhar certo gestos esportivos o que estará em jogo não é só a eficiência do gesto enquanto técnica , isto é, seu código cinéticos. Além dele, os códigos biológicos, sociais e culturais devem também atravessar as práticas corporais.
Nesta imagem, por exemplo, que códigos vocês identificariam?

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ResponderExcluirO interessante de se observar é que um dos significados que a EF passa e que é o mais discutido é o de que é um momento apenas de lazer, diversão e que não há necessidade de estudá-la. Muitas vezes ao entrar na FEF, fui surpreendida com comentários como: "Você vai fazer EF? Pra que? Pra ficar jogando o dia inteiro?" ou até comentarios que diziam que eu era inteligente demais pra gastar em EF.
Agora retomo uma pergunta: Desde quando esse significado é atribuído à EF (tanto que até eu acreditava neles a pouco tempo atras) e por que ninguem faz nada pra mudar? Essa mudança que o governo articulou só reforçou ainda mais esse significado, na minha opinião.
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ResponderExcluirEste texto é bem interessante e o ponto que vocês abordam traz uma reflexão boa acerca do tema. Na EF nós dividimos muito em duas áreas, humanas e biológicas, e o que o texto traz de certa forma, é mostrar que precisamos analisar um jogo, por exemplo, não apenas por um aspecto, seja ele biológico ou outro, mas sim, devemos juntar ambas as áreas e buscar olhar o individuo como um ser que em um jogo deve-se levar em conta a questão física, cinestésica, mas também é importante ver a questão social e cultural por trás do individuo.