terça-feira, 22 de novembro de 2016

Conhecimento como um mar a ser explorado

Em nossa postagem anterior trouxemos a tematização do judô. Agora gostaríamos de ampliar o conhecimento que temos sobre esta modalidade e entender quais são as possibilidades que esta pratica corporal nos oferece. Para contextualizar essa ampliação vou trazer algo da cultura japonesa.

Fune wo amu é um anime da temporada de outono de 2016 (primavera no hemisfério sul) que tem um enredo um pouco diferente, se tratando da história da criação de um dicionário Daitokai ou "A Grande Passagem" que pretende ser um dicionário do agora. O que? Dicionário? Calma acho que ainda não fiquei louco, vamos lá. O que um dicionário é afinal? Uma coletânea de palavras que são utilizadas para significar outras palavras, trazendo para o leigo contextos familiares com os quais ele pode se identificar e traduzir os símbolos apresentados.



De maneira similar se enquadra o papel do professor, como mediador entre dois contextos diferentes, que traça relações entre conteúdos junto a seus alunos para construir conhecimentos, agindo como um dicionário vivo de experiências.

Aproximação do conteúdo é sempre importante quando se trata do ensino, ao mesmo tempo que o estranhamento é fundamental para que possamos olhar de forma critica os símbolos que estamos sujeitos e muitas vezes nos passam despercebidos como educadores, ver o novo e o velho juntos de forma questionadora propicia entendermos estas culturas.


Uma ampliação do tema do judô seria propiciar para os alunos uma experimentação da prática da modalidade, fora do que temos através dos meios midiático, que acaba sendo somente competitivo, e vivenciar como em um dojô todos os seus elementos e cerimônias, o cumprimento, os valores e respeitos que tanto cercam o tradicionalismo da modalidade.


Temos muito pontos que podem ser ampliados em nosso tema, quais possibilidades você acha que poderiam ser abordadas?

4 comentários:

  1. O judô não é igual outras lutas como kung fu e jiu jitsu no qual há diferentes estilos, correto?

    Gostei da analogia do professor e dicionário, faz sentido quando se para para pensar e ver o professor como alguém que ajuda o aluno a ver o significado das coisas. A diferença, no entanto, é que um dicionário sempre vem com o significado pronto, enquanto que, dependendo da pedagogia utilizada, o professor pode, junto com os alunos, construir significados, e não apenas vir com eles prontos como faz um dicionário. Muito boa a analogia de vocês.

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    1. É isso mesmo Thiago o judô não possui diferenciação em estilos as modalidades que citou.
      Realmente o dicionário não nos permite um dialogo para que o significado possa ser construído junto ao leitor, mas se parar para refletir não utilizamos o mesmo dicionário de 1712, que é o primeiro da língua portuguesa, assim mesmo as palavras e como elas são apresentadas vem de uma construção coletiva com a sociedade, seja nos termos que são contemplados e para que o leitor venha a compreende-los.

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  2. 154471
    Muito interessante a utilização de um anime e de terem relacionado o professor a um dicionário, porém não aquele que conhecemos e fica num canto da estante, mas sim, um dicionário vivo de experiências, que ajuda a contextualizar e construir os conhecimentos.
    E também gostei de terem utilizados termos aprendidos em Antropologia, como o estranhamento do familiar, pois isso auxilia na problematização de um tema e na sua ampliação para além das técnicas, regras e história do judô.

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  3. Trazer uma prática do outro hemisfério foi muito interessante, adorei.
    Eu pratico uma arte marcial também e posso dizer que me encanto todos os dias pelos saberes que a cultura deles nos proporciona. Se parássemos para mostrar às crianças como é interessante aprender "mundos diferentes", acredito que evoluiríamos muito como pessoas.
    Vivenciar uma pratica como essa seria um aprofundamento extremamente rico neste caso, sem o lado esportivo incluso.
    187388

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