terça-feira, 20 de setembro de 2016



É nítido que, até hoje, conseguimos identificar diferenças gritantes no modo de ensino na educação escolar. De um lado (e na maioria das vezes diga-se de passagem) notamos escolas que adotam sistemas de ensino que visam meramente que seus alunos absorvam um conhecimento que muitas vezes será aplicado somente em uma prova de vestibular. Do outro lado (e infelizmente na minoria dos casos) encontramos escolas que levam em consideração a diversidade cultural, política e social do meio onde aqueles alunos estão inseridos.
Os estudos culturais são uma grande “sacada”, pois contribuem para a análise dos processos de regulação a que quase toda prática educacional impõe e, também, para a análise da “subordinação” a qual o ensino foi colocado pela atual constituição e , claro, pela lei de diretrizes e bases da educação, diretrizes curriculares da educação básica e o plano nacional da educação.
As relações entre cultura, Estado, mercado e sociedade civil não podem ser ignoradas durante o processo de ensino e os estudos culturais tem um importantíssimo papel nesse sentido ao recusar que a política de poder está desvinculada do processo de formação. Os estudos culturais abrangem diversos campos da cultura e focam, principalmente, nas zonas de conflito que muitas vezes acabam sendo deixadas de lada para discussões como as questões étnicas, de gênero, sexualidade, etc. Os estudos culturais se preocupam e caracterizam as relações sociais e, ao mesmo tempo, tentam combater os mecanismos de opressão.
Nos estudos culturais a cultura é o principal objeto de estudo, sendo esse estudo feito de maneira interdisciplinar. A ideia dos estudos culturais não é compartimentar os campos de conhecimento, e sim fazer uma interação entre os mesmos e mostrar que a explicação do real não deve aparecer com uma explicação da realidade. Será que realmente deve existir uma visão universal de homem, sociedade e mundo? Os estudos culturais mostram que não.
Enfim, trouxemos essa imagem aqui do post com o intuito de mostrar que os estudos culturais aparecem justamente para nos fazer pensar sobre a maioria dos atuais planos de ensino escolar onde o foco é o “aluno-máquina”, o aluno que tem que passar no vestibular. Os estudos culturais encaram o ensino como uma forma de quebrar os paradigmas impostos em nossa sociedade mostrando a importância do debate da política de poder, das questões étnicas, de gênero, sexualidade, etc, afinal nunca existirá uma uniformização de tais questões. A diferença sempre existirá. E que bom que ela exista!

3 comentários:

  1. Acho muito interessante essa questão dos "estudos culturais" e sua ideia de diversidade e interdisciplinaridade. É importante que as escolas busquem este conceito de estudos culturais, pois isso acarretará em um individuo inteirado com o mundo e com suas questões politicas, sociais, econômicas e sociais, um individuo pensante que não apenas reproduz o que a mídia traz, mas sim tem suas próprias ideias, seus próprios conceitos.
    Renan Oliveira 147777

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  2. 154471
    Esse ideal de ensino escolar como um trampolim para a entrada em Universidades/Faculdades, pertence principalmente às escolas particulares e somente algumas escolas públicas agem dessa maneira.
    Ademais os métodos de ensino continuam a fragmentar as áreas do conhecimento e a não relacioná-las ao cotidiano dos estudantes, pois o mais importante é acumular informações e não saber correlacioná-las com a vida.
    Além de educar indivíduos para seguirem o que foi imposto pelos detentores de poder, na tentativa de homogeneizar a sociedade.
    Mas ao compreender o que são os Estudos Culturais, torna-se possível existir uma prática pedagógica da diferença, pois os Estudos Culturais possibilitam a experimentação de múltiplas vivências, o que propicia a observação do mundo de diversos ângulos e a perceber que não há uma única verdade, mas uma diversidade de maneiras de se pensar e representar o mundo.

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  3. 147980- Considero a interdisciplinariedade como um dos elementos fundamentais escolares, pois dessa forma os alunos não acumulam apenas o conhecimento de cada disciplina de forma singular , mais sim consegue transformar todas as partes em um todo, o que é essencial para sua formação como ser crítico que é.

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