Temos no Brasil império até 1961 uma escola dicotômica uma com
formação profissional visando e questão da preparação para o mercado de
trabalho e outra propedêutica para a formação superior, como esperado reflexo
da organização social da época que as camadas populares ficariam a cargo de
ocupar os postos de trabalho de melhor valor intelectual enquanto as classes
dominantes teriam a possibilidade de continuar seus estudos e se manter como
elite intelectual.
Felizmente os tempos mudaram e com uma educação básica tomou
avanço para que este abismo fosse cada vez menor, assim temos a mudança de
organização da educação no país, com a implantação de curso profissionalizante
de modo universal e compulsório, remetendo a necessidades da época para o
formação de mão de obra no país.
Atualmente temos uma educação geral, porém com diversas
organizações quanto a sua estrutura, seja com ensino normal de período único,
temos do ensino integral ou também o semi-integral que vem de políticas mais
novas com a questão de trazer que a escola como local onde os jovens e crianças
devem permanecer para que estejam em algumas situações fora das ruas e das
drogas e em outros discursos de que somente o ensino é capaz de transformar seu
futuro.
Porem temos a questão com a medida provisória 746/2016 apresentada pelo presidente em exercício a proposta
de mudanças no ensino, que para muitos especialistas é um retrocesso para a
educação brasileira, a retirada de disciplinas e o reconhecimento por notório
saber com a justificativa da falta de profissionais licenciados para lecionar
uma forma de contornar este problema de caráter qualitativo, mas estamos
considerando a qualidade do ensino que estará sujeito com está medida? Como
temos o argumento de falta de profissionais por um lado e recentemente o
governador do estado justifica o fechamento de escolas pela falta de aluno?
Qual a educação que estamos buscando? Uma nova educação ou vamos voltar aos
velhos moldes?



